Tanta correria, tantas emoções, tantas lembranças!
Hoje foi o Natal na casa da mamãe.
Papai, mamãe, tia Eliana, Marisa, Romulo, Lala, Gabriel, Marcos, Isabel, Henrique, Guilherme, Juliana, Débora, Carol, Amanda, Cleilinha, Pedro, Filipe, Bia, Márcio e eu.
Lembrei da casa da vovó.
Todos os tios reunidos, primos, namorados e namoradas e Teresa, que durante anos estava lá conosco.
Lembranças deliciosas: risos, mil casos, presentes, cheiro de pernil, uva, cheirinho de Natal.
Família reunida. Felicidade completa.
Meu Deus, tão perto e tão longe. Tempo que passa e não vemos. Mas sentimos, quando tudo é passado.
Pessoas que já não estão mais conosco, mas que nos são tão queridas.
Enquanto pudermos e conseguirmos, espero que continuemos a nos encontrar para comemorar o Natal.
Hoje faltou o Rodrigo, que está nos Estados Unidos. Mas, o tempo todo ele esteve presente no meu coração. Espero que ele esteja feliz e comemorando com sua familia americana. Saudades querido!
Faltou também o tio Paulo! Durante os últimos anos ele foi , fazendo sempre um esforço imenso, pois sentia dor o tempo todo. Nunca ninguém viu ele fazer uma reclamação, dar um gemido. Sempre com a cara boa. Esse ano ele não conseguiu, mas tambem esteve presente em nossos corações.
E assim é o Natal. Época de comemorar, relembrar e confraternizar.
Feliz Natal para todos!!!!!!!!!!!!
Artista Plástica. Formada em Comunicação Visual pela Fundação Universitária Mineira de Arte - Fuma
sábado, 25 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
"Por mais longe que alcance o espírito, nunca vai tão longe como o coração." Confúcio
O que nós mães não fazemos por nossos filhos?
Deixei o Rodrigo ficar mais meio ano no intercâmbio, mas meu coração está do tamanho de um grão de areia.
A saudade está batendo forte!
Vai ser o primeiro Natal e aniversário dele que vamos passar separados.
Como disse kahlil Gibran: "Teus filhos não são teus filhos,
São filhos e filhas da vida,
Desejosa de si mesma
Não veem de ti mas atraves de ti
E, embora estejam contigo, não te pertencem"
O que nós mães não fazemos por nossos filhos?
Deixei o Rodrigo ficar mais meio ano no intercâmbio, mas meu coração está do tamanho de um grão de areia.
A saudade está batendo forte!
Vai ser o primeiro Natal e aniversário dele que vamos passar separados.
Como disse kahlil Gibran: "Teus filhos não são teus filhos,
São filhos e filhas da vida,
Desejosa de si mesma
Não veem de ti mas atraves de ti
E, embora estejam contigo, não te pertencem"
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
"O amor é a única liberdade do mundo, porque eleva tanto o espírito, que as leis da humanidade e o fenômeno da natureza não podem alterar o seu curso." ( Kahlil Gibran )
Ontem fomos ao Inhotim, mamãe, papai, Márcio , Bia e eu.
Passamos um dia maravilhoso, em que tudo foi perfeito. O tempo quando chegamos, estava encoberto, por isso não sentimos calor.
Andar no meio daquelas árvores e vegetações, recarrega qualquer energia, nos proporcionando muita paz e tranquilidade.
Para mim, é um dos lugares mais bonitos que conheço: a arquitetura se misturando com a natureza, de uma forma tão harmônica e singular.
Ontem fomos ao Inhotim, mamãe, papai, Márcio , Bia e eu.
Passamos um dia maravilhoso, em que tudo foi perfeito. O tempo quando chegamos, estava encoberto, por isso não sentimos calor.
Andar no meio daquelas árvores e vegetações, recarrega qualquer energia, nos proporcionando muita paz e tranquilidade.
Para mim, é um dos lugares mais bonitos que conheço: a arquitetura se misturando com a natureza, de uma forma tão harmônica e singular.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
RETRATOS
"Retratos
Não tenho um retrato em criança, que não seja com a cara mais emburrada do mundo, e como se fosse avançar no fotógrafo.
Fotografia, para mim, era sinônimo de martírio.
Minha mãe me ataviava tanto para as mesmas, que era um horror.
Ia enfeitada da cabeça aos pés. Cheia de cordões de ouro, pulseiras, berloques e até de leques.
Ah, o martírio dos leques! O fotógrafo custava a achar uma posição para os mesmos. Ora fechados, ora meio abertos, inclinados para a frente, para traz, mas, sempre um leque. Nunca entendi a razão daquele entecamento. Só sei, que apesar da minha pouca idade, tinha bem a noção do ridículo daqueles descabidos arranjos.
Quando surgia lá em casa a ideia de fotografia, começava o sofrimento e "burro". Tudo isto, ainda agravado por uma tremenda vaia, que levei dos meninos Filizzola, quando da última fotrogafia, me aterrava. Mas, volta e meia, lá ia eu para o martirio.
Nenhum condenado à morte iria mais triste do que eu, para aquelas pomposas, ridiculas e incriveis fotografias.
Não tenho um retrato em criança, que não seja com a cara mais emburrada do mundo, e como se fosse avançar no fotógrafo.
Fotografia, para mim, era sinônimo de martírio.
Minha mãe me ataviava tanto para as mesmas, que era um horror.
Ia enfeitada da cabeça aos pés. Cheia de cordões de ouro, pulseiras, berloques e até de leques.
Ah, o martírio dos leques! O fotógrafo custava a achar uma posição para os mesmos. Ora fechados, ora meio abertos, inclinados para a frente, para traz, mas, sempre um leque. Nunca entendi a razão daquele entecamento. Só sei, que apesar da minha pouca idade, tinha bem a noção do ridículo daqueles descabidos arranjos.
Quando surgia lá em casa a ideia de fotografia, começava o sofrimento e "burro". Tudo isto, ainda agravado por uma tremenda vaia, que levei dos meninos Filizzola, quando da última fotrogafia, me aterrava. Mas, volta e meia, lá ia eu para o martirio.
Nenhum condenado à morte iria mais triste do que eu, para aquelas pomposas, ridiculas e incriveis fotografias.
DOMINGO
Adoro Domingo!
Dia de não ter hora pra acordar.
De tomar café da manhã e almoçar junto com marido e filhos.
De ir na casa dos pais e sogros.
De tomar lanche na casa de cada um deles.
De engordar com todas aquelas guloseimas.
De encontrar irmãos, cunhados e sobrinhos.
Dia de passear!
Dia oficial de escrever no meu blog.
Dia oficial de entrar no facebook.
Hum!!!!
Dia oficial de não ter nenhuma obrigação!
Adoro Domingo!
Dia de não ter hora pra acordar.
De tomar café da manhã e almoçar junto com marido e filhos.
De ir na casa dos pais e sogros.
De tomar lanche na casa de cada um deles.
De engordar com todas aquelas guloseimas.
De encontrar irmãos, cunhados e sobrinhos.
Dia de passear!
Dia oficial de escrever no meu blog.
Dia oficial de entrar no facebook.
Hum!!!!
Dia oficial de não ter nenhuma obrigação!
Adoro Domingo!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
A menina da toalhinha (Fazenda do Peixe Bravo)
Esta é uma das diversas histórias que vovó escreveu em seu caderno de recordações:
A MENINA DA TOALHINHA (Fazenda do Peixe Bravo)
"Todos já a tinham visto na velha fazenda. Assim, minha mãe, cuja imaginação era fértil, contava.
Andava correndo, pelos longos corredores, pela sala de jantar, onde muitos a viam, perto do pote d'água.
Parecia ter roldanas nos pés, tão de leve caminhava.
Ninguém jamais a vira de frente, era sempre pelas costas, com uma pequena e alva toalha jogada na cabeça.
Uma luz estranha a iluminava.
Ninguém lhe tinha medo. Era familiar, chamavam-lhe "a menina da toalhinha".
A única pessoa na fazenda que ainda não tinha tido o privilégio de vê-la era "Didinha Aninha", velha agregada, que vivia a cerzir roupas e a acompanhar as moças nos passeios pelos campos. Morria de inveja e até de um certo despeito, por ser a exceção das aparições.
E um dia afinal, "Didinha Aninha" acordou com um grande clarão no quarto.
Extremunhada, não divisou logo o que era aquilo, mas firmando os olhos percebeu nitidamente a visão tão sonhada - ali estava junto de seu leito, de frente sorrindo - "a menina da toalhinha".
No primeiro momento ficou atordoada.
Depois mais calma, perguntou-lhe quem era, e porque andava assim pela fazenda.
Ela respondeu-lhe, que havia sido escrava, e como tal, roubara um dedal de ouro da antiga "Sinhá", razão pela qual andava penando. Morrera aos 13 anos, sem confessar esse pecado.
Pediu-lhe que mandasse avaliar o preço de um dedal desse metal, e o dinheiro assim obtido, empregasse em missas por sua alma.
"Dindinha Aninha" apressou-se em cumprir o que ela pedira, e desde então, ninguém mais a viu."
A MENINA DA TOALHINHA (Fazenda do Peixe Bravo)
"Todos já a tinham visto na velha fazenda. Assim, minha mãe, cuja imaginação era fértil, contava.
Andava correndo, pelos longos corredores, pela sala de jantar, onde muitos a viam, perto do pote d'água.
Parecia ter roldanas nos pés, tão de leve caminhava.
Ninguém jamais a vira de frente, era sempre pelas costas, com uma pequena e alva toalha jogada na cabeça.
Uma luz estranha a iluminava.
Ninguém lhe tinha medo. Era familiar, chamavam-lhe "a menina da toalhinha".
A única pessoa na fazenda que ainda não tinha tido o privilégio de vê-la era "Didinha Aninha", velha agregada, que vivia a cerzir roupas e a acompanhar as moças nos passeios pelos campos. Morria de inveja e até de um certo despeito, por ser a exceção das aparições.
E um dia afinal, "Didinha Aninha" acordou com um grande clarão no quarto.
Extremunhada, não divisou logo o que era aquilo, mas firmando os olhos percebeu nitidamente a visão tão sonhada - ali estava junto de seu leito, de frente sorrindo - "a menina da toalhinha".
No primeiro momento ficou atordoada.
Depois mais calma, perguntou-lhe quem era, e porque andava assim pela fazenda.
Ela respondeu-lhe, que havia sido escrava, e como tal, roubara um dedal de ouro da antiga "Sinhá", razão pela qual andava penando. Morrera aos 13 anos, sem confessar esse pecado.
Pediu-lhe que mandasse avaliar o preço de um dedal desse metal, e o dinheiro assim obtido, empregasse em missas por sua alma.
"Dindinha Aninha" apressou-se em cumprir o que ela pedira, e desde então, ninguém mais a viu."
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