Adoro Domingo!
Dia de não ter hora pra acordar.
De tomar café da manhã e almoçar junto com marido e filhos.
De ir na casa dos pais e sogros.
De tomar lanche na casa de cada um deles.
De engordar com todas aquelas guloseimas.
De encontrar irmãos, cunhados e sobrinhos.
Dia de passear!
Dia oficial de escrever no meu blog.
Dia oficial de entrar no facebook.
Hum!!!!
Dia oficial de não ter nenhuma obrigação!
Adoro Domingo!
Artista Plástica. Formada em Comunicação Visual pela Fundação Universitária Mineira de Arte - Fuma
domingo, 15 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
A menina da toalhinha (Fazenda do Peixe Bravo)
Esta é uma das diversas histórias que vovó escreveu em seu caderno de recordações:
A MENINA DA TOALHINHA (Fazenda do Peixe Bravo)
"Todos já a tinham visto na velha fazenda. Assim, minha mãe, cuja imaginação era fértil, contava.
Andava correndo, pelos longos corredores, pela sala de jantar, onde muitos a viam, perto do pote d'água.
Parecia ter roldanas nos pés, tão de leve caminhava.
Ninguém jamais a vira de frente, era sempre pelas costas, com uma pequena e alva toalha jogada na cabeça.
Uma luz estranha a iluminava.
Ninguém lhe tinha medo. Era familiar, chamavam-lhe "a menina da toalhinha".
A única pessoa na fazenda que ainda não tinha tido o privilégio de vê-la era "Didinha Aninha", velha agregada, que vivia a cerzir roupas e a acompanhar as moças nos passeios pelos campos. Morria de inveja e até de um certo despeito, por ser a exceção das aparições.
E um dia afinal, "Didinha Aninha" acordou com um grande clarão no quarto.
Extremunhada, não divisou logo o que era aquilo, mas firmando os olhos percebeu nitidamente a visão tão sonhada - ali estava junto de seu leito, de frente sorrindo - "a menina da toalhinha".
No primeiro momento ficou atordoada.
Depois mais calma, perguntou-lhe quem era, e porque andava assim pela fazenda.
Ela respondeu-lhe, que havia sido escrava, e como tal, roubara um dedal de ouro da antiga "Sinhá", razão pela qual andava penando. Morrera aos 13 anos, sem confessar esse pecado.
Pediu-lhe que mandasse avaliar o preço de um dedal desse metal, e o dinheiro assim obtido, empregasse em missas por sua alma.
"Dindinha Aninha" apressou-se em cumprir o que ela pedira, e desde então, ninguém mais a viu."
A MENINA DA TOALHINHA (Fazenda do Peixe Bravo)
"Todos já a tinham visto na velha fazenda. Assim, minha mãe, cuja imaginação era fértil, contava.
Andava correndo, pelos longos corredores, pela sala de jantar, onde muitos a viam, perto do pote d'água.
Parecia ter roldanas nos pés, tão de leve caminhava.
Ninguém jamais a vira de frente, era sempre pelas costas, com uma pequena e alva toalha jogada na cabeça.
Uma luz estranha a iluminava.
Ninguém lhe tinha medo. Era familiar, chamavam-lhe "a menina da toalhinha".
A única pessoa na fazenda que ainda não tinha tido o privilégio de vê-la era "Didinha Aninha", velha agregada, que vivia a cerzir roupas e a acompanhar as moças nos passeios pelos campos. Morria de inveja e até de um certo despeito, por ser a exceção das aparições.
E um dia afinal, "Didinha Aninha" acordou com um grande clarão no quarto.
Extremunhada, não divisou logo o que era aquilo, mas firmando os olhos percebeu nitidamente a visão tão sonhada - ali estava junto de seu leito, de frente sorrindo - "a menina da toalhinha".
No primeiro momento ficou atordoada.
Depois mais calma, perguntou-lhe quem era, e porque andava assim pela fazenda.
Ela respondeu-lhe, que havia sido escrava, e como tal, roubara um dedal de ouro da antiga "Sinhá", razão pela qual andava penando. Morrera aos 13 anos, sem confessar esse pecado.
Pediu-lhe que mandasse avaliar o preço de um dedal desse metal, e o dinheiro assim obtido, empregasse em missas por sua alma.
"Dindinha Aninha" apressou-se em cumprir o que ela pedira, e desde então, ninguém mais a viu."
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Filhos
"Teus filhos não são teus filhos,
São filhos e filhas da vida,
Desejosa de si mesma.
Não vêm de ti mas através de ti
E embora estejam contigo, não te pertencem
Pode dar-lhes teu amor
Mas não teus pensamentos,
Pois eles têm os própios pensamentos.
Podes abrigar seus corpos
Mas não suas almas, porque elas
Vivem na casa do amanhã,
Que não podes visitar
Nem sequer em sonhos.
Podes esforçar-te em ser como eles,
Mas não procures faze-los
Semelhantes a ti
Porque a vida não retrocede,
Nem se detem no ontem.
Tu és o arco do qual teus filhos,
Como flexas vivas, são lançados.
Deixa que a inclinação em
tua mão de arqueiro
seja para a alegria...."
Kahlil Gibran
Como mãe, sei que meus filhos ainda estão comigo, mas sei também que um dia vão seguir seus próprios caminhos .
Mas, nem por isso, meu coração deixa de ficar apertado ao lembrar que daqui a poucos dias, meu filho vai de intercâmbio, para os Estados Unidos. Ele tem dezesseis anos, mas continua sendo muito novo e inexperiente (pelo menos para mim).
É verdade! Só o que podemos dar a nossos filhos é muito amor, e ensinar-lhes a serem honestos, responsáveis e íntegros.
Eles têm seus próprios pensamentos e vontades. E irão construir a própria vida.
E nós, pais, somos apenas os intermediários nesse processo.
São filhos e filhas da vida,
Desejosa de si mesma.
Não vêm de ti mas através de ti
E embora estejam contigo, não te pertencem
Pode dar-lhes teu amor
Mas não teus pensamentos,
Pois eles têm os própios pensamentos.
Podes abrigar seus corpos
Mas não suas almas, porque elas
Vivem na casa do amanhã,
Que não podes visitar
Nem sequer em sonhos.
Podes esforçar-te em ser como eles,
Mas não procures faze-los
Semelhantes a ti
Porque a vida não retrocede,
Nem se detem no ontem.
Tu és o arco do qual teus filhos,
Como flexas vivas, são lançados.
Deixa que a inclinação em
tua mão de arqueiro
seja para a alegria...."
Kahlil Gibran
Como mãe, sei que meus filhos ainda estão comigo, mas sei também que um dia vão seguir seus próprios caminhos .
Mas, nem por isso, meu coração deixa de ficar apertado ao lembrar que daqui a poucos dias, meu filho vai de intercâmbio, para os Estados Unidos. Ele tem dezesseis anos, mas continua sendo muito novo e inexperiente (pelo menos para mim).
É verdade! Só o que podemos dar a nossos filhos é muito amor, e ensinar-lhes a serem honestos, responsáveis e íntegros.
Eles têm seus próprios pensamentos e vontades. E irão construir a própria vida.
E nós, pais, somos apenas os intermediários nesse processo.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Bom dia!
"Nenhum homem é uma ilha isolada, cada homem é uma partícula do continente, uma parte da TERRA; se um torrão é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuida, como se fosse um promontório, como se fosse o SOLAR de teus amigos ou o teu PRÓPRIO; a MORTE de qualquer homem ME diminui, porque sou parte do GENERO HUMANO.
E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por ti"
John Donne
"Nenhum homem é uma ilha isolada, cada homem é uma partícula do continente, uma parte da TERRA; se um torrão é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuida, como se fosse um promontório, como se fosse o SOLAR de teus amigos ou o teu PRÓPRIO; a MORTE de qualquer homem ME diminui, porque sou parte do GENERO HUMANO.
E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por ti"
John Donne
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Tempo e separação
O tempo está passando tão rápido que me assusta.
Dentro de um mês, mais ou menos o Rodrigo vai para os Estados Unidos e eu não sei qual a cidade nem estado, ainda.
Tenho plena consciência que a gente cria filhos para o mundo, mas a realidade é bem diferente da teoria. Não parei para pensar na nossa separação,vou deixar pra última hora. Espero que o tempo que ele ficar lá não faça grandes mudanças nele.
Criar um filho e ele ir morar por uns tempos na casa de outra família, que a gente não conhece, não sabe quais são seus costumes, moral, educação e muitas outras coisas, é bem complicado e doloroso.
Espero que corra tudo bem, sem complicações e que o tempo seja meu amigo e passe bem rápido.
domingo, 2 de maio de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Vovó Felícia
Cabelos cinza, sempre presos em um coque. Voz baixa, bem mansinha. Caminhar suave. Magra, meio encurvada. Assim me lembro da vovó Felícia , mãe do papai.
"-Meus queridos netinhos..." Sua voz ficou gravada em um gravador bege, com botões verde, vermelho e bege, daqueles bem antigos, que tinham dois rolos de fita. Na época eram um sucesso, bem moderno! Pouca gente tinha!
Morava no Rio de Janeiro com meu tio Elio, num prédio com duas entradas : uma para av. Atlântica e a outra para a rua lateral e era ai que ficávamos em nossas férias.
Eu achava lindo o apartamento, todo decorado com motivos chineses. Na sala tinha um aquário enorme, cheio de peixes, que me encantava, me enfeitiçava!
A janela da sala ficava bem em frente ao apartamento da tia Yolanda, do outro lado da rua.
As janelas ficavam sempre abertas e entrava aquele cheirinho delicioso do mar. Ah e é claro, tinha também o cheiro do Caladril, que eu tinha que passar todo dia depois que chegava da praia. Vermelha como um pimentão e ardendo tanto, que não conseguia nem sentar.
Vovó adorava cozinhar. Comida mineira, é claro! Nunca esqueceu suas origens, Carmo do Paraíba.
Vinha da cozinha o cheiro dos temperos, do alho amassado na hora, da cebola sendo dourada, da carninha moída refogada e tantos outros cheiros.
Hum! Era de dar água na boca!
Saudades e muitas lembranças da casa da vovó Felícia!!!!!
CROQUETE
Ingredientes:
chã de dentro ou patinho moido, sem gordura
cebola, alho, sal, molho inglês
gema e clara separados
farinha de pão
batata cozida
Picar a cebola e o alho bem miudinho. Dourar com um pouco de óleo. Juntar a carne moida, sal a gosto, e um pouco de molho inglês. Refogar.
Misturar com um pouco de clara e batata cozida. Amassar e depois enrolar (mais ou menos 4 centímetros de comprimento).
Passar na gema e na farinha de pão.
Fritar.
"-Meus queridos netinhos..." Sua voz ficou gravada em um gravador bege, com botões verde, vermelho e bege, daqueles bem antigos, que tinham dois rolos de fita. Na época eram um sucesso, bem moderno! Pouca gente tinha!
Morava no Rio de Janeiro com meu tio Elio, num prédio com duas entradas : uma para av. Atlântica e a outra para a rua lateral e era ai que ficávamos em nossas férias.
Eu achava lindo o apartamento, todo decorado com motivos chineses. Na sala tinha um aquário enorme, cheio de peixes, que me encantava, me enfeitiçava!
A janela da sala ficava bem em frente ao apartamento da tia Yolanda, do outro lado da rua.
As janelas ficavam sempre abertas e entrava aquele cheirinho delicioso do mar. Ah e é claro, tinha também o cheiro do Caladril, que eu tinha que passar todo dia depois que chegava da praia. Vermelha como um pimentão e ardendo tanto, que não conseguia nem sentar.
Vovó adorava cozinhar. Comida mineira, é claro! Nunca esqueceu suas origens, Carmo do Paraíba.
Vinha da cozinha o cheiro dos temperos, do alho amassado na hora, da cebola sendo dourada, da carninha moída refogada e tantos outros cheiros.
Hum! Era de dar água na boca!
Saudades e muitas lembranças da casa da vovó Felícia!!!!!
CROQUETE
Ingredientes:
chã de dentro ou patinho moido, sem gordura
cebola, alho, sal, molho inglês
gema e clara separados
farinha de pão
batata cozida
Picar a cebola e o alho bem miudinho. Dourar com um pouco de óleo. Juntar a carne moida, sal a gosto, e um pouco de molho inglês. Refogar.
Misturar com um pouco de clara e batata cozida. Amassar e depois enrolar (mais ou menos 4 centímetros de comprimento).
Passar na gema e na farinha de pão.
Fritar.
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